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Extinção permiana: a Grande Morte matou 90 por cento mares

Há 252 milhões de anos vulcões siberianos apagaram 90 por cento da vida marinha na pior extinção de sempre.

Extinção permiana: a Grande Morte matou 90 por cento mares

O que houve há 252 milhões de anos

Há cerca de 252 milhões de anos a lava inundou a Sibéria, cobrindo um milhão de quilômetros em camadas grossas de quilômetros. As erupções duraram dezenas de milhares de anos, injetando dióxido de carbono, metano, enxofre e cloro que aqueceram o planeta e envenenaram ar e chuvas.

Os oceanos aqueceram uns dez graus, perderam oxigênio e acidificaram, dissolvendo conchas e recifes em séculos. Cerca de 90 por cento das espécies marinhas e 70 por cento dos gêneros vertebrados terrestres sumiram, de trilobitas e corais a répteis mamiferoides e anfíbios gigantes.

Sequelas e lenta recuperação

As florestas ruíram em desertos fúngicos, com um famoso pico de esporos fósseis marcando vegetação podre mundial. A formação de carvão parou dez milhões de anos porque faltavam turfeiras e árvores, e os rios corriam largos e lamacentos sem raízes para segurar solos.

A recuperação levou uns dez milhões de anos, primeiro dominada por espécies de desastre como o bivalve Claraia e o réptil-porco Lystrosaurus. Só depois vieram recifes novos, ancestrais dinossauros e coníferas modernas, mostrando como o Permiano reiniciou a evolução.

  • Data: há 252 milhões de anos, fim Permiano
  • Lava: traps siberianos, um milhão de km quadrados
  • Perda: 90 por cento mar, 70 terra
  • Sinal: pico mundial de fungos e esporos
  • Recuperação: uns dez milhões de anos
Temas:extinção permianagrande morte causastraps siberianos extinção
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