Asteroide Chicxulub: rocha de 10 km que matou dinossauros
Há 66 milhões de anos um asteroide de 10 quilómetros atingiu Yucatán e acabou 165 milhões de anos de reinado dinossauro.

Dez quilómetros que mudaram a terra
Há cerca de 66 milhões de anos uma rocha de 10 quilómetros atingiu Yucatán, abrindo uma cratera de 180 quilómetros hoje enterrada sob calcário. Perfuradores de petróleo acharam seu anel de gravidade em 1978, enquanto a camada mundial de irídio achada por Luis e Walter Alvarez já apontava ao espaço.
A energia igualou bilhões de bombas de Hiroshima, gerando incêndios continentais, terremotos de magnitude 11 e megatsunamis de um quilómetro. Enxofre e poeira bloquearam o sol por anos, travando a fotossíntese, enquanto chuva ácida e fuligem global liquidaram fracos sobreviventes de oceanos e terras.
Quem morreu e quem escapou
Cerca de 75 por cento das espécies sumiram, incluídos todos dinossauros não avianos, pterossauros, amonites e répteis marinhos gigantes. Pequenas aves com penas, mamíferos, sapos, tartarugas e primos crocodilos sobreviveram, muitos abrigados sob terra, sob água ou comendo sementes e insetos.
Em 300000 anos samambaias e palmeiras voltaram, depois mamíferos foram de tamanho musaranho a lobo em um milhão de anos. Sem o impacto, dinossauros talvez dominassem ainda, nossa existência deve muito a dez quilómetros de rocha no pior momento.
- Tamanho: rocha 10 km, cratera 180 km
- Quando: há 66 milhões de anos, Yucatán
- Pista: camada mundial de irídio, anel 1978
- Mortos: 75 por cento espécies, grandes dinossauros
- Sobreviventes: aves, mamíferos, tartarugas, crocodilos